quinta-feira, abril 23, 2009

*A discutível arte de AMAR*

"...Sinto uma imensa simpatia pelas coisas inversas, insensatas, concavas ou convexas...sei que sou o estorvo, que nada posso ser ou fazer sem que tenha que haver uma razão para acontecer.
Sou sedenta de justiça, mas as cometo deliberadamente. Sou doente de uma doença incurável, penso que tenho razões para chorar lágrimas, porém mal sei o que digo...E essa constante preocupação com a humanidade me faz sentir dores no peito, ruídos nos ouvidos, palpitações no coração pedinte, carente de sentimentalidades.
Sinto-me isolada de tudo e de todos, isolada da minha própria alma. Deixo que os dias passem sem pensar bem neles, e assim me sinto estúpida e incoerente com meus próprios anseios.
Não me encaixo na escala social. Nâo suporto a hipocrisia das pessoas sociais de quem os escritores falam. Não consigo me adaptar às normas da vida nesta sociedade corrupta e insana, que faz de nós fantoches ou figuras patéticas de revistas e noticiários...Não há como me convencer de que o melhor é me converter a este "socialismo" imoral, minha lucidez não permite e isto me leva à loucura."
VB_Lee

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