"...Sinto uma imensa simpatia pelas coisas inversas, insensatas, concavas ou convexas...sei que sou o estorvo, que nada posso ser ou fazer sem que tenha que haver uma razão para acontecer.
Sou sedenta de justiça, mas as cometo deliberadamente. Sou doente de uma doença incurável, penso que tenho razões para chorar lágrimas, porém mal sei o que digo...E essa constante preocupação com a humanidade me faz sentir dores no peito, ruídos nos ouvidos, palpitações no coração pedinte, carente de sentimentalidades.
Sinto-me isolada de tudo e de todos, isolada da minha própria alma. Deixo que os dias passem sem pensar bem neles, e assim me sinto estúpida e incoerente com meus próprios anseios.
Não me encaixo na escala social. Nâo suporto a hipocrisia das pessoas sociais de quem os escritores falam. Não consigo me adaptar às normas da vida nesta sociedade corrupta e insana, que faz de nós fantoches ou figuras patéticas de revistas e noticiários...Não há como me convencer de que o melhor é me converter a este "socialismo" imoral, minha lucidez não permite e isto me leva à loucura."
VB_Lee
quinta-feira, abril 23, 2009
NEM TODOS SUPORTAM...
Procura-se uma ALMA...
"PROCURA-SE UMA ALMA"
"Ando pelas ruas, pelas estradas, vias aéreas e rodoviárias, parecendo estar em contato com o mundo, mas o mundo esta envolto por uma cápsula protetora onde cada um vive seu próprio universo, com ou sem versos, hipóteses apenas. Os automóveis se movem num vem e vai e eu os observo imaginando quem são...cadê meus amigos? minhas alegrias, meu histórico de vida? Tenho quarenta anos mas me sinto tendo vivido quase cem... cem minutos, cem dias, cem meses, cem anos...Sem escolhas.
A procura por uma alma acabou. Calou-se dentro de mim que continuo a me arriscar a ser transparente, as vezes pueril, às vezes senil... Ficou apenas o anseio: onde haverá uma alma neste mundo de príncipes e princesas? Onde não há espaço para "ESTAMIRA"?...Se existe uma alma: que me venha..."
"Ando pelas ruas, pelas estradas, vias aéreas e rodoviárias, parecendo estar em contato com o mundo, mas o mundo esta envolto por uma cápsula protetora onde cada um vive seu próprio universo, com ou sem versos, hipóteses apenas. Os automóveis se movem num vem e vai e eu os observo imaginando quem são...cadê meus amigos? minhas alegrias, meu histórico de vida? Tenho quarenta anos mas me sinto tendo vivido quase cem... cem minutos, cem dias, cem meses, cem anos...Sem escolhas.
A procura por uma alma acabou. Calou-se dentro de mim que continuo a me arriscar a ser transparente, as vezes pueril, às vezes senil... Ficou apenas o anseio: onde haverá uma alma neste mundo de príncipes e princesas? Onde não há espaço para "ESTAMIRA"?...Se existe uma alma: que me venha..."
Poema em LInha Reta...Homenagem a "Soul"...
Poema em linha reta
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras,
pedindo emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras,
pedindo emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
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