De mim, o que sei é apenas que muito errei, não recitei os versos que criei, não os transcrevi para as paginas de um diario, deixei-as soltas, como fumaça, ao vento, me esquecendo que fumaça nada constrói: apenas dispersa. De ti nada sei mais, se tornou-se médico ou artista, advogado ou narcisista, tenho apenas a vaga lembrança de seu perfil ainda jovem e esguio. Tenho simpatia por esta lembrança, me agrada recordar-me de ti...alto, livre, adulto perto daquela que ainda era uma menina. De que adianta pensar em ti quando agora a hora já é tarde e distante...passou um século talvez?Tento sobreviver a mim mesma, às minhas atitudes estúpidas e errantes que me levaram a construir um eu costurado,
esgarçado das feridas constantes.
Não tenho defesa nenhuma...apenas:
"...Soul..."

