sábado, julho 03, 2010

NAMASTÊ YOGA - 2010 (continuação )


2.6 Ioga e seus benefícios

O ioga não é nenhum tipo de ginástica ,. mas.uma prática completa. Compreende técnicas corporais, bioenergéticas, emocionais, mentais, etc., através de exercícios respiratórios, relaxamentos, limpeza de órgãos internos, vocalizações, concentração, meditação, remetendo a uma filosofia de vida, a uma interiorização do Yoga. Mesmo os exercícios físicos do ioga não são puramente físicos e são completamente diferentes dos da ginástica. Até as regras e os princípios são totalmente diversos (Taimni, 2001).

Vejamos alguns segmentos :



2.6.1 Movimento
Mais do que o movimento, o que importa é a permanência na fase crítica do exercício e, mais do que a repetição do mesmo exercício, importa a diversificação das técnicas, ainda que possam ser convergentes com relação aos efeitos proporcionados, respeitando os limites de cada um e sempre de maneira confortável (A’DDAGIO, Gerson – Curso Básico para Yoga – teórico e prático 2ª. Ed., 2009 – Ed. Phorte)

2.6.2 Aquecimento

O aquecimento prévio acontece de maneira natural, mesmo que esteja muito frio. Apesar disso, no ioga não se observam distensões pois respeita-se sempre o limite de cada um. O fenômeno explica-se, em parte, pela ampla consciência corporal desenvolvida pelo praticante, que passa a conhecer perfeitamente seus limites e sabe que não deve excedê-los e, em parte, pela sofisticada tecnologia desenvolvida empiricamente durante cinco mil anos de experiência (A’DDAGIO, Gerson, 2009).
Quando um praticante de ioga é surpreendido por um incidente físico contará com músculos, articulações e ligamentos bem condicionados a reagir sem a necessidade de aquecimento prévio. Como um gato, ele não “fica” em condições , ele torna seu corpo em condições de enfrentar o desafio. Depois, volta rapidamente à calma (PILSS-SAMEK, 1979).

2.6.3 Áreas atingidas

No ioga os efeitos começam se processando nas áreas mais profundas e afloram até chegar ao corpo. Nele, manifestam-se inicialmente nos sistemas nervoso e endócrino. Depois, nos órgãos internos e beneficiando músculos e articulações .( A’DDAGIO, Gerson, 2009)
Músculos e articulações são as partes enfocadas no ioga e assim adquirimos uma performance muscular e articular excepcional, com efeitos obtidos nas áreas mais profundas são mais eficazes (ROJO, Marcos).

2.6.4 Respiração

No ioga, uma das primeiras coisas é reaprender a respirar. Respirar sempre pelas narinas, fora os casos excepcionais. Faz-se treinamento para dominar eletivamente os músculos respiratórios abdominais numa circunstância, intercostais noutra, sub-claviculares noutra e assim por diante. Controlamos diferentes ritmos para distintos objetivos, e acoplamos a determinados exercícios respiratórios a contração deste ou daquele plexo ou glândula endócrina, a fim de dinamizar a força do exercício (PILSS-SAMEK, 1979).
Utiliza-se diferentes exercícios respiratórios e alguns que não podem sequer ser ensinados por livros, tal o poder que possuem e sua capacidade de atingir o Samãdhi (PILSS-SAMEK, 1979).



2.6.5 Gasto de energia

No ioga, ocorre parco dispêndio de energia , sendo até, próximo de zero. Em todos os feixes de técnicas capta-se, gera-se, canaliza-se ou armazena-se energia solar, prãnica de diversos tipos, das mais variadas fontes limpas e inesgotáveis (PILSS-SAMEK, 1979).
Por isso os exercícios de ioga são agradáveis e não cansam. Mesmo sem esforço os efeitos ocorrem com intensidade, desde o primeiro dia (PILSS-SAMEK, 1979).

2.7 A importância do ioga na escola

Na educação, há dificuldades como a ansiedade, o estresse, os horários extensos e carregados de atividades, o ruído, o cansaço, os nervos antes dos exames, etc., que se vê refletidos nas crianças e nos professores. A ioga dá ferramentas que ajudam a equilibrar as energias, focalizar a atenção, relaxar as tensões físicas e mentais e gerar um melhor ambiente para trabalhar em sala de aula (PILSS-SAMEK, 1979).

2.8 Caminhos do Ioga

2.8.1 Visão Geral das Vias Tradicionais

Ioga é um estado de ser além da mente que surge quando a mente se aquieta e desaparece a idéia de si mesmo baseada no tempo (FEUERSTEIN, 1998).
É o acesso ao Ser Uno, de onde emergem as múltiplas coisas existentes. Yoga é Ser o Um! (FEUERSTEIN, 1998)
As práticas do Ioga são formas de intervenção sobre as estruturas e funções que constituem o ente humano. Existem modelos diferentes para o entendimento da constituição humana, mas alguns elementos básicos são consenso em quase todos os mapeamentos e são suficientes para explicar as Vias Tradicionais do Ioga (FEUERSTEIN, 1998).
Algumas dessas estruturas e funções básicas são: mental-intelectual, afetiva, fisiológica e bioenergética ou prânica. Esta última é constituída basicamente pelos canais (nadís) por onde flui a Energia Vital (Prana) em suas diversas manifestações, e pelos Chakras, que são centros de captação, armazenamento e distribuição de Prana para nutrir as funções de todos os demais corpos (nome que essas estruturas recebem na terminologia do ioga) (FEUERSTEIN, 1998).
As Vias do ioga são um conjunto de práticas e ensinamentos que envolvem de forma mais ativa e direta uma ou mais dessas estruturas e funções, no trabalho de criação das condições para o Estado além da mente e do ego (FEUERSTEIN, 1998).
È claro que a prática envolvendo um corpo repercute sobre os demais, pois o ente humano é um todo integrado. Mas o trabalho pode ocorrer a partir de um ou mais desses corpos, e isso determina a característica dos Exercícios e Ensinamentos, que constituem uma determinada Via de ioga. Como Ioga é um estado que surge quando a mente se aquieta, e Meditação é exatamente este aquietamento, sem Meditação não existe ioga. O Dhyan Yoga (Ioga da Meditação) é por isso, o ponto de convergência de todas as Escolas e Mestres, embora as Técnicas utilizadas possam ser diferentes (FEUERSTEIN, 1998).
A origem real das Vias do Ioga é o próprio movimento do ente humano em direção a descoberta de si mesmo. Quando esse movimento espontâneo acontece a partir do aspecto cognitivo, no sentido de apreender a verdade intrínseca da existência e de si mesmo o ensinamento do Ioga é o Jnana Marga (caminho da sabedoria). Quando esse mesmo movimento ocorre pela mobilização da energia afetiva, amorosa surge o Bhakti Yoga ou algum aspecto do Tantra Ioga no qual se torna possível a experiência do amor incondicional (Rosa, Paulo Murilo – Os segredos do Tantra e do Ioga - 2003).
Se o indivíduo aborda a vida muito mais pelo seu aspecto prático, impulsionado naturalmente à realização, ao trabalho, então vemos um movimento pelo caminho da ação, e a necessidade é questionar as motivações, de onde nasce a ação, o que a impulsiona? De onde ela vem? O mergulho profundo nessas questões juntamente com a Meditação constitui o Caminho da ação completa, livre do passado e do futuro. O Karma Ioga (FEUERSTEIN, 1998).
O Raja se torna naturalmente o caminho quando há um anseio de mergulhar em seu próprio espaço interior em direção ao silêncio completo da mente (FEUERSTEIN, 1998).
Nos iogas Tântricos o trabalho envolve todos os corpos e funções humanas, incluindo elementos de todas as outras Vias. É um ioga integral e em quase todas as formulações não precisa que o praticante se retire da visa social e familiar normal (FEUERSTEIN, 1998).
O ioga sendo uma dimensão além da mente libera o espaço transcendental inatingível pelas palavras e pelo pensamento articulado. O risco de se utilizar nomes nesse caso, é o de aprisionar em conceitos aquilo que os pensamentos não podem captar. Por isso ao se utilizar as palavras “Absoluto; Divino, Consciência Atemporal e outros, é bom lembrar que essas palavras ao tentarem mostrar, na verdade escondem o que é dito. É preciso então apreender atentamente, em completo silêncio Aquilo que elas escondem ao serem usadas (FEUERSTEIN, 1998).
O ioga é um voltar-se para a descoberta do que o próprio ioga é. Todas as Práticas e Ensinamentos de qualquer Via, visam, em última instância a vivência da “parada das ondas mentais”, a partir da qual a percepção se amplia e é possível a descoberta de si mesmo em seu mais profundo núcleo de Identidade, a dimensão atemporal de Consciência (FEUERSTEIN, 1998).
ioga é, portanto, o espaço interior onde emerge a Identidade mais profunda do Ser. O que o Ser humano é se revela no que é o ioga. O Ser é no ioga. Ou o ioga é o espaço onde o Ser é (FEUERSTEIN, 1998).
Podemos dizer que ioga é o que em verdade somos em nosso mais profundo núcleo de Ser. Nós somos o ioga !. O ioga e nós somos Um. Esse é o significado da palavra: União! A consciência da Unidade (FEUERSTEIN, 1998).
Mas a palavra ioga é usada não apenas para se referir ao Estado de Consciência, como também para se referir às Práticas e Ensinamentos capazes de facilitar a parada das ondas mentais e tudo o que disso decorre (FEUERSTEIN, 1998).
A arte de mergulhar e descobrir essa dimensão é a Meditação, sem a qual não existe ioga. Meditação é dissolver toda a camada de condicionamentos, padrões mentais, estereótipos, medos e anseios que constituem o conteúdo da consciência temporal. E com isso abrir-se para um estado de Liberdade Total ( Kaivalya) (FEUERSTEIN, 1998).




2.8.2 Yoga Integral de Sri Aurobindo

2.8.2.1 Sri Aurobindo

Nasceu em Calcutá, no dia 15 de agosto de 1872. Foi educado na Inglaterra sendo um estudante exemplar em grego e latim. Estudou por si mesmo o alemão e italiano e, no seu retorno a Índia aprendeu o sânscrito. Poeta, iogue e mestre espiritual dotado de poderosa e abrangente visão de síntese, integrou os modos de consciência do oriente e do ocidente (CARRINTON, 1987).
Exerceu uma decisiva participação nos movimentos políticos para independência da Índia. É esta luta política que o leva a aproximar-se do Ioga, em busca de maior força para ajudar sua nação (CARRINTON, 1987).
Em maio de 1908 é preso sob acusação de conspirar contra o governo britânico, sendo libertado após um ano sem nenhuma evidência de valor estabelecida a seu respeito. Na prisão teve uma série de experiências espirituais que depois de algum tempo o levam a se concentrar em sua nova tarefa: aprofundar sua realização individual no Ioga e transformá-la numa realização terrestre (CARRINTON, 1987).

2.8.2.2 Mirra Alfassa

Blanche Rachel Mirra Alfassa nasceu em 21 de fevereiro de 1878, em Paris.
Sua educação foi livre de qualquer influência religiosa. Durante sua infância já tinha a consciência da existência de uma força e luz que trabalhava dentro de seu corpo de uma forma sobrenatural. Entre 1893 e 1897 estudou na academia de artes Julian em Paris, tornando-se uma Artista de destaque. Seu encontro com Sri Aurobindo ocorreu em 29 de março de 1914, "tão logo eu vi Sri Aurobindo eu reconheci nele aquele o qual eu chamava de Krishna e isto foi suficiente para explicar porque eu fiquei totalmente convencida que o meu lugar e o meu trabalho eram ao lado dele na Ìndia” (CARRINTON, 1987).
Retorna então para França de onde, em decorrência da primeira guerra, segue para o Japão permanecendo de 1915 a 1920. Os anos em que lá viveu foram uma excelente oportunidade de aprendizado com uma nova cultura. possuidora de um perfeito amor pela natureza e beleza, e que influenciou fortemente as bases da criação do Yoga Integral.A mãe retorna para Pondicherry, desta vez permanentemente.Em 1920, gradativamente se envolve com as atividades do Sri Aurobindo Ashram .
Em 24 de novembro de 1926 Sri Aurobindo se retira em reclusão permanente deixando ao encargo da Mãe toda a vida material e espiritual do ashram. A Mãe se retirou, em março de 1962, para um apartamento no segundo andar da casa principal e nunca mais desceu. Em seus últimos anos vivenciou e descreveu processos de transformação do corpo físico, descobrindo e experienciando a Consciência celular e sua abertura e permeação pela consciência mais alta. Deixou o corpo em 17 de novembro de 1973, com 95 anos de idade (CARRINTON, 1987).

2.8.2.3 As aulas de ioga Integral

As aulas de ioga Integral têm por objetivo fornecer os ensinamentos necessários ao perfeito e livre desenvolvimento das capacidades física, mental, vital, psíquica e espiritual de Cada aluno, conforme suas necessidades individuais (LUCY, 1987).

2.9 Importância do ioga ser inserido na Escola (Ioga e a criança)

Os exercícios desenvolvem a concentração bem como a sensibilidade do corpo, sendo muito mais de natureza interior do que físico-fisiológica, despertando – possivelmente – a percepção das dimensões enormes em que um simples gesto corpóreo pode nos introduzir (LUCY, 1987).

2.9.1 A metodologia do ensino

O Ioga é uma arte milenar e complexa que segue um parâmetro técnico e espiritual, fundamentado nas literaturas sagradas da Índia como por exemplo, o Ioga Sutras de Patãnjali – texto clássico que contém profundos ensinamentos sobre Raja Ioga, o Hatha Ioga, Pradipik, descrito por Swami Svatmarama e o clássico Bhagavad Gitã com sua suprema mensagem de autoconhecimento e auto-realização (Swami kavaliananda).
Dentro do aspecto educacional propriamente dito o Ioga Integral se baseia, além dos clássicos da Literatura Sagrada, em alguns princípios fundamentais.
O primeiro princípio do ensinar verdadeiro é que nada pode ser ensinado (Taimni 1979 – Palestra prof. Dr. Collaça – UFSCar -05-2010).

O professor não é um instrutor ou mestre de tarefas, ele é alguém que ajuda e guia. Sua tarefa é sugerir e não impor. Ele, no fundo, não treina a mente do aluno, ele apenas lhe mostra como aperfeiçoar seus instrumentos de conhecimento, e o encoraja no processo. Ele não transmite conhecimento, ele lhe mostra como adquirir conhecimento para si mesmo. Ele não faz aparecer o conhecimento que está dentro; apenas lhe mostra onde se situa e como pode ser habituado a subir à superfície. Este princípio serve para crianças e adultos, a diferença de idade serve apenas para diminuir ou aumentar a quantidade de ajuda necessária; não muda sua natureza (Taimni 1979).
O segundo princípio é que a mente tem que ser consultada em seu próprio crescimento (Taimni 1979).
A idéia de martelar a pessoa para dentro de uma forma desejada pelos pais ou professor é uma superstição bárbara e ignorante. É ela própria que deve ser levada a expandir-se de acordo com sua própria natureza (Taimni 1979 – Palestra prof. Colaça).
Estabelecer de antemão as qualidades, virtudes, capacidades ou idéias que o indivíduo deve possuir é forçar a natureza a abandonar seu próprio Dharma. É uma tirania egoísta sobre a alma humana e um ferimento à nação, que perde o benefício do melhor que um ser humano poderia ter dado a ela e, em vez disto, é forçada a aceitar algo imperfeito e artificial, de segunda mão, padronizado e comum. Cada um tem em si algo divino, algo bem seu, uma chance de perfeição e força em uma esfera, por menor que seja, que Deus oferece a ele para pegar ou recusar. A tarefa é encontrar isto e desenvolvê-lo e usá-lo (Taimni – Palestra prof. Colaça- Curso UFSCar05- 2010).
O terceiro princípio da educação é trabalhar a partir do que está perto para o que está distante, a partir do que é para o que deve ser (Taimni – Palestra prof. Collaça- Curso UFSCar 05-2010)
A base da natureza humana é quase sempre - em acréscimo ao passado de sua alma - sua hereditariedade, seu ambiente, sua nacionalidade, seu país, o ar que ele respira, as paisagens, sons e hábitos a que ele está acostumado. É disto então que temos que começar. Não devemos arrancar a natureza pelas raízes da terra em que ela deve crescer, ou rodear a mente com imagens e idéias de uma vida que é estranha a esta em que deve fisicamente se mover. Se alguma coisa tem que ser introduzida de fora, ela deve ser oferecida, não forçada sobre a mente. Um crescimento livre e natural é a condição do desenvolvimento genuíno. É o arranjo de Deus que nossas almas pertençam a uma nação, época e sociedade particulares. O passado é nossa fundação, o presente é nosso material e o futuro é nosso objetivo e cume (Taimni – Palestra prof. Collaça- Curso UFSCar 05-2010).
2.9.2 A Sadhana (disciplina espiritual)

O aspirante a sadhana (disciplina espiritual) é orientado a trabalhar dentro de quatro austeridades ou quatro disciplinas (tapasya). Antes de abordar a descrição dos quatro gêneros de austeridades exigidas, é preciso esclarecer uma questão que é a fonte de muitas confusões .
Geralmente confunde-se austeridade com mortificação, e quando se fala em austeridade, isso faz pensar na disciplina do asceta Hindu que, para evitar a árdua tarefa da espiritualização da vida física, vital e mental, a declara intransformável e a afasta para longe de si. Para o ioga Integral o problema é bem diferente, a austeridade a que o Ioga Integral se refere consiste não em uma supressão, uma abolição, mas numa transmutação, numa sublime alquimia (Taimni – Palestra prof. Colaça- Curso UFSCar 2010).

Devemos nos disciplinar em construir em nós nervos enrrigessidos em músculos elásticos e poderosos para poder suportar tudo, quando isto for indispensável. Mas ao mesmo tempo é preciso ter muito cuidado em só exigir de seu corpo o esforço estritamente necessário, o dispêndio de energia que favoreça o progresso e o crescimento, interditando categoricamente tudo o que produz uma fadiga extenuante e que finalmente conduz à decadência e à decomposição materiais, evitando-se este abuso (Taimni – Palestra prof. Colaça- Curso Capacitação em Yoga pela UFSCar em 05- 2010).

Insistir na auto educação do vital. O ser vital em nós é a sede dos impulsos e dos desejos, do entusiasmo e da violência, da energia dinâmica e das depressões desesperadas, das paixões e das revoltas. Ele pode pôr tudo em movimento, construir e realizar; mas ele pode também destruir e estragar tudo. Assim, talvez no ser humano, ele é a parte mais difícil de disciplinar. É preciso aprender a se observar, a notar suas reações, seus impulsos e suas causas, a tornar-se testemunha perspicaz de seus desejos, dos movimentos de violência e paixão, dos instintos de posse, de apropriação e de domínio, e do “background” de vaidade sobre o qual eles se apóiam com seus complementos de fraqueza, desencorajamento, depressão e desespero (Taimni – Palestra prof. Colaça- Curso Capacitação em Yoga pela UFSCar em 05- 2010).
Para que o processo seja útil, juntamente com o crescimento do poder de observação, deve crescer também a vontade de progresso, de aperfeiçoamento. A vontade pode ser cultivada e desenvolvida como se desenvolvem os músculos, por exercícios metódicos e progressivos. Não se deve ter medo de exigir de sua vontade o seu esforço máximo, mesmo para uma coisa que parece sem importância, pois é pelo esforço que sua capacidade cresce e adquire pouco a pouco o poder de aplicar-se mesmo às coisas mais difíceis.
O que você decidiu fazer você deve fazer, custe o que custar, mesmo se para isto for preciso recomeçar seu esforço um grande número de vezes ( Fundamentado na obra de TAIMNI – Palestra proferida pelo ilustre prof. Collaça- Curso Capacitação em Yoga pela UFSCar em 05- 2010).
Não menos e nem mais importante, mas de igual necessidade para o desenvolvimento é o conhecimento ou educação do mental. O mental não é um instrumento de conhecimento, é impossível para ele encontrá-lo, mas ele deve ser movido pelo conhecimento. O conhecimento pertence a um domínio muito mais elevado que o da mentalidade humana, bem acima da região das idéias puras. O mental deve estar atento e silencioso, para receber o conhecimento do alto e para manifestá-lo; pois ele é um instrumento de formação, de organização e de ação; e é nestas funções que ele atinge seu valor pleno e sua real utilidade, é assim que combate “Adijuna” ( Fundamentado na obra de TAIMNI – Palestra proferida pelo ilustre prof. Collaça- Curso Capacitação em Yoga pela UFSCar em maio - 2010).

Outra característica da educação mental é o controle da fala. Importantíssimo JEJUM da FALA hoje tão raro. Muitas disputas podem ser assim evitadas e é sempre bom controlar as palavras que pronunciamos e nunca deixar a língua ser movida por um movimento de cólera, de violência ou de irritação. Não devemos emprestar nossa boca para que más vibrações sejam projetadas na atmosfera ( Fundamentado na obra de TAIMNI – Palestra proferida pelo ilustre prof. Collaça- Curso Capacitação em Yoga pela UFSCar em 05- 2010).

Disciplina fundamental: Amor – educação física, psíquica e espiritual. Todo indivíduo traz dentro de si a possibilidade de uma consciência superior, que ultrapassa os esquemas de sua vida atual. O que a consciência mental não sabe e não pode, esta consciência sabe e faz. Ela é como uma luz que brilha no centro do ser, e irradia através das grossas cobertas da consciência exterior. As educações (física, vital e mental) são o meio de construir a personalidade, de fazer surgir o indivíduo da massa amorfa e subconsciente, para fazer dele uma entidade bem definida e consciente de si. Com a educação psíquica, abordamos o verdadeiro motivo da existência: a consagração do indivíduo ao seu princípio eterno – Dharma” ( Fundamentado na obra de TAIMNI – Palestra proferida pelo ilustre prof. Collaça- Curso Capacitação em Yoga pela UFSCar em 05- 2010).

Um comentário:

Mila disse...

Olá,
bom eu queria que você me esclarecesse algumas coisas, o seu texto tem coisa muito parecidas com esse texto http://blog.opovo.com.br/yoga/author/anacelia/ mas o seu está todo com referências. Nesse texto que encontrei na internet, a autora só citou um bibliografia relacionada ao yoga. Então fiquei sem saber se o seu texto tem as referências certas ou foi essa autora que usou as pakavras do autor que você citou para si.

Obrigada